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Vale a pena esperar…

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Há quem diz que a paciência é uma virtude, eu diria que é fruto, o resultado final de uma longa espera.
Às vezes a espera pode ser longa, tortuosa, dolorosa, e tantos outros adjetivos que costumamos descrever.
Mas ela muitas vezes nos ensina muito, principalmente a ter sabedoria e fé.
Esperar em Deus é uma lição preciosa, pois Deus prova que podemos ir além do que imaginaríamos chegar.
Ele prova que os que um dia duvidaram estavam enganados; ensina a sermos completamente dependentes de sua graça.
Quem nunca esperou tanto por algo que chegou a um nível tão profundo de desespero a fim de cair em lágrimas e implorar que fosse atendido.
Esgotados, cansados, falidos, enfim, desesperados; tiramos forças de onde aparentemente não existia mais, e como se fosse um último sussurro clamamos ao Senhor.
E é nessa posição que Deus nos quer, rendidos, o tendo como única, primeira e última esperança; ele nos acolhe assim e trabalha em nosso favor.
Pois é um pai de verdade e nos ensina, tal como uma mãe ensina seu filho o valor que as coisas tem, o Senhor nos ensina o valor de suas bençãos e faz cada minuto de espera valer a pena.

Autor: o autor preferiu não revelar sua identidade…

Caminho de Amor

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Diz a lenda e tradição que lá pelas bandas das Minas Gerais, bem no interior da cidade de Governador Valadares, em meados dos anos de 1947, um jovem belo e esguio, cheio de virtudes, coragem e atitude, chamado José, teve um sonho. E a personagem principal desse sonho era Mariinha. A linda Mariinha, então com dezessete anos de idade.
Mariinha por sua vez orava a Deus pedindo um rapaz que a amasse. Ela não era exigente, apenas desejava alguém que a amasse de verdade. Mariinha não discriminava, nessa petição, classe social ou raça; não importava o saldo bancário, aliás, nem precisava ter saldo, conquanto que a amasse de verdade.
No inverno de 1947, mais precisamente no dia 30 de junho, José aos 22 anos de idade, com a cara e a coragem e nem um tostão no bolso, pede a mão da bela Maria em casamento. Ela de pronto aceita a proposta, mas o pai dela deu a José intermináveis longos vinte dias para os preparativos do enlace. José coçou a cabeça e disse que daria um jeito e deu.
José, romântico que só, mas pobre de dá dó, não tinha condições de dar-lhe um belo presente. Não tinha dinheiro para um anel de brilhantes, um colar ou um simples relógio de pulso, mas nem por isso deixou de demonstrar seu afeto, carinho e apreço por Mariinha, sem corar a face presenteou-lhe com um bonito pé de alface.
Aos dezenove de Julho de 1947 os jovens nubentes (José e Maria) fizeram os votos de casamento sob as bênçãos de Deus. Não houve cerimônia com pompa e ostentação, não houve festa regada a bebida e comida, não saíram num Rolls Royce, mas saíram abençoados por Deus. Deus os uniu e é o que importa.
Não foram para uma mansão, eles foram para uma humilde casa coberta de cascas de coqueiro. Ali, por seis meses tiveram por refeição angu, couve e feijão, mas aquele humilde lar era um lar feliz, pois o prato principal era o amor.
José, com toda paciência, amor e carinho domou o impulsivo gênio de Maria. E desde cedo aprenderam a caminhar de mãos dadas na estrada da vida. Muitas lutas: derrotas e vitórias. Dias, noites, madrugadas lá se vão 65 anos de caminhada.
Tiveram 17 filhos (quatro falecidos ainda na infância e dois na fase adulta). Os treze filhos deram-lhes 56 netos. Os netos, por sua vez, até agora, dera-lhes 47 bisnetos. Os bisnetos até o presente momento renderam-lhes 3 trinetos. Num total de 123 descendentes diretos. Como é grande o clã do patriarca José.
Ao ser sugerida a falar um pouco sobre José, Maria disse: “Depois de tudo que enfrentamos juntos, digo que não há ninguém melhor que ele para estar ao meu lado”.
E José disse: “Maria é um presente de Deus”.
Ao ouvir a proposta para apontar algum possível defeito do Zé, Maria respondeu sorrindo e com os olhos marejados: “Nem adianta, eu não vou falar mal do Zé!”
Questionada qual o segredo de tão longa e abençoada união, Maria respondeu: “Aprendi a ser uma esposa submissa em amor”.
No Livro Sagrado há a seguinte questão: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós 3:3). E eles estão muito de acordo. Somente isso justifica estarem juntos há tanto tempo. O amor que um tem pelo outro “é forte como a morte”. (Cantares 8:6). Como disse certo pensador: “O amor que nos une é maior que as diferenças que nos separam”. Eis o segredo da longa caminhada na sinuosa estrada.

Texto enviado por: Osiel Silverino
(Esta é a história dos meus avós maternos. Eles fazem 65 anos de casados dia 19 de julho.)